segunda-feira, 27 de julho de 2015

Depoimento mostra que governo fez acordo com facção em 2006, diz jornal



O depoimento de um delegado obtido pelo jornal "O Estado de S. Paulo" mostrou que o governo paulista fez um acordo com uma facção criminosa para encerrar ataques contra policias em 2006, informou o Jornal Hoje nesta segunda-feira (27). Já o atual secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, nega qualquer negociação do governo com criminosos.

Segundo a reportagem do jornal "O Estado", a declaração sobre o acordo foi dada pelo delegado Luiz Ramos Cavalcanti em um processo judicial que investiga advogados supostamente ligados ao crime organizado. Os 293 ataques contra bases e postos da Polícia Militar, além de delegacias mataram 152 pessoas, entre elas 45 civis, policiais civis, militares, agentes carcerários e guardas.

Na época, então secretário estadual da Administração Penitenciária Nagashi Furukawa determinou o isolamento de 765 presos, incluindo um dos líderes da facção Marcos Camacho, o Marcola, que estava preso em Presidente Venceslau e foi transferido para o presídio de Presidente Bernardes.

De acordo com a reportagem de "O Estado", o delegado participou do encontro. A proposta da facção, feita pela advogada Iracema Vasciaveo, era que os ataques parariam depois que houvesse a confirmação de que Marcola não havia sido torturado por policiais e que os presos amotinados não seriam agredidos.

No depoimento, o delegado também afirmou que o então governador Cláudio Lembo autorizou o encontro, que ocorreu dentro do presídio de segurança máxima Presidente Bernardes. Ao Jornal Hoje, a assessoria do governo de São Paulo divulgou uma nota afirmando que o fato do estado concordar que não haveria represálias contra os presos não significa acordo.

O comunicado informou ainda que é obrigação do estado não fazer represálias. Segundo a assessoria de imprensa do governo, a nota também responde pelo ex-secretário da Segurança Pública Saulo de Castro Abreu Filho, que atualmente é secretário de governo.

A produção do Jornal Hoje não conseguiu falar com então governador Cláudio Lembo nem com então secretário da Administração Penitenciária Nagashi Furukawa para comentarem o assunto.
Durante divulgação de dados sobre a criminalidade em São Paulo na manhã desta segunda-feira, o atual secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, negou qualquer acordo do governo com facções e/ou criminosos.

"Nós não fazemos nenhum acordo com bandido, nenhum acordo com criminosos, sejam eles de facções criminosas, sejam eles de não facções criminosas. Tanto que todos os líderes, os grandes líderes de facção criminosas continuam presos em regime diferenciado disciplinar", disse.



fonte: G1 


domingo, 26 de julho de 2015

Perseguições e ameaças a agentes aumentam após greve, diz sindicato



"A gente sabe que está sendo monitorado", conta o agente penitenciário Carlos Rufino, que também é diretor regional do sindicato da categoria. Segundo ele, os profissionais que trabalham no complexo penitenciário Campinas-Hortolândia estão sendo vítimas de ameaças frequentes desde que a categoria deflagrou greve na segunda-feira (20). O movimento foi encerrado no estado de São Paulo na sexta-feira (24).

O ato, que pedia melhores condições de trabalho, organizado pelo Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária de SP (Sindasp), ganhou força com a indignação dos profissionais após dois ataques, que terminaram com um agente assassinado e outro baleado nos dias 16 e 9 de julho, respectivamente. Rufino, que há 21 anos trabalha como agente, conta que colegas estão com medo de novos ataques.

"Temos vários relatos do fim de semana pra cá de companheiros que perceberam que estavam sendo seguidos, de câmeras filmando discretamente, moto passando várias vezes no mesmo local, nas residências ou na frente do complexo, passam devagar olhando", denuncia.

Observados por ex-condenados

A tensão gerou pânico para dois agentes no segundo dia da greve. Um deles, que pediu para não ter a identidade revelada, contou ao G1 que estava fazendo um "bico" de segurança com outro colega quando percebeu que eles estavam sendo observados e chamou a polícia.

"Eu e um amigo de trabalho pegamos três ex-condenados observando nosso trabalho. A Polícia Militar e o Garra vieram no apoio.

Na abordagem, nada foi encontrado com os suspeitos e eles foram liberados. À noite, no mesmo dia, os três acabaram presos por policiais do Batalhão de Ações Especiais da PM (Baep) com uma arma e dinheiro suspeito. Foram apontados pelos PMs como responsáveis por roubos. No entanto, novamente foram soltos após o pagamento de fiança.

O agente usa meios próprios, como arma e colete balístico que comprou por conta, para se proteger e não ficar tão vulnerável. "Sempre de colete, antes de sair observo a rua se não tem algo suspeito, mudo meu itinerário sempre que dá e andando com minha arma sempre pronta e de fácil acesso, caso precise", conta.
 
Mais segurança

O diretor regional do sindicato disse que também tem tomado providências por conta própria para se prevenir. "Ao sair na rua, a gente está tendo cautela maior pra chegar em casa, pra ir para o trabalho. Estamos em estado de atenção redobrado", diz Rufino.

O Sindasp informou que já fez pedidos por patrulhamento ostensivo no entorno do complexo penitenciário para garantir a segurança dos funcionários, mas sem retorno da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP). Além disso, disse que o processo de renovação de porte de arma é lento, e pode chegar a sete meses.

Na sexta (24), a SAP disse, em nota, que solicitou à Polícia Militar um reforço no patrulhamento na área do complexo Campinas-Hortolândia, principalmente nos horários de entrada e saída dos servidores. Informou, ainda, que a secretaria também está em contato com os órgãos competentes para melhorar a iluminação pública ao entorno e está desenvolvendo planejamento para aperfeiçoar o sistema de monitoramento através de câmeras no local.

Apesar da denúncia sobre a demora para renovar o porte de armas dos agentes, a SAP
informou que as cédulas de identidade funcional e a renovação para porte seguem no prazo normal, estipulado em até 40 dias.

O período inclui o recebimento dos documentos, conferências da documentação, avaliação do pedido pela comissão do porte de arma, confecção e o encaminhamento para as coordenadorias que, em seguida, repassa para as unidades prisionais, segundo a SAP.

Ataques investigados
 

O agente Rodrigo Barella foi morto após ter saído do Centro de Detenção Provisória de Campinas (SP), onde trabalhava há cerca de dois anos na área de enfermagem. O outro profissional baleado foi atingido por disparos quando chegava em casa em Hortolândia (SP). Os dois casos estão sendo investigados pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e pela Polícia Civil de Hortolândia, respectivamente.

Para Rufino, os ataques chamam a atenção porque os profissionais não lidavam diretamente com os presos.

"A gente acha que é um crime organizado querendo medir forças com o estado. Não houve nenhum mal-estar entre a população carcerária, nenhum fato que desencadeasse os ataques. Pegaram duas pessoas, um não tinha contato direto com presos porque era diretor dos agentes de vigilância penitenciária, e o outro trabalha na enfermaria".

Após a morte do agente Barella, o complexo penitenciário paralisou os trabalhos por três dias, inclusive com suspensão das visitas de familiares e amigos no fim de semana. A greve teve início na sequência desses acontecimentos. No complexo, ela foi suspensa nesta sexta (24), mas as visitas permanecem canceladas até a próxima sexta (31), por questões de segurança.

Pressão gera afastamentos

O número de profissionais que são afastados por medo das ameaças, pânico e outros problemas de saúde gerados pela pressão do trabalho tem aumentado, segundo o diretor regional do sindicato. Para ele, a situação mais crítica na região é a da Penitenciária Feminina de Campinas.

"A gente tem medo que toda essa situação de tensão aumente mais ainda o número de afastamentos médicos. Tem unidades que a quantidade de afastamentos chega à metade do efetivo, como na penitenciária feminina de Campinas. Boa parte por conta de pânico, pelos relatos que chegam no sindicato", afirma Rufino.

O G1 solicitou ao Departamento de Perícias Médicas de SP o número de profissionais afastados na região e no estado, mas não teve resposta.


fonte: G1





sexta-feira, 24 de julho de 2015

Agentes penitenciários decidem suspender a greve em Rio Preto



Depois de quatro dias de paralisação, os agentes penitenciários decidiram na tarde desta quinta-feira (23) suspender a greve na região de São José do Rio Preto (SP). Segundo o sindicato da categoria, a suspensão é temporária para tentar um acordo com o governo.

A faixa com as reivindicações ainda está no portão, mas os cadeados foram retirados. Do lado de dentro do CPP, Centro de Progressão Penitenciária, de Rio Preto, desde o início da tarde, já era possível ver a movimentação de funcionários. Carros com presos entravam e saíam a todo momento.

A greve foi suspensa para que o sindicato possa negociar com o governo do Estado. Com isso, os serviços que estavam paralisados agora voltam a ser realizados, inclusive a visita do fim de semana, que corria o risco de ser cancelada, agora vai poder ser feita.

Na região de Araçatuba (SP), os agentes penitenciários continuam de braços cruzados, segundo o Sindasp, entidade que representa a categoria. A greve ainda atinge seis unidades prisionais nas cidades de Andradina (SP), Lavínia (SP), Mirandópolis (SP) e Valparaíso (SP).

Os agentes reivindicam reajuste nos salários e benefícios, melhor condições de trabalho e o arquivamento de processos administrativos e disciplinares que foram aplicados a servidores envolvidos na paralisação do ano passado.  Representantes do Sindasp vão se reunir em Presidente Prudente (SP). Eles definem a continuidade da greve nas regiões de Prudente e Araçatuba (SP).



fonte: G1

Agentes cancelam paralisação em presídios do Vale



Um dia após adesão à greve, agentes penitenciários dos CDPs (Centro de Detenção Provisória) de São José dos Campos e Caraguatatuba encerraram o movimento. Funcionários da P-1 (Penitenciária Tarcizo Leonce Pinheiro Cintra), de Tremembé, também chegaram a anunciar a greve pela manhã, mas a cancelaram no período da tarde.

A greve foi articulada pelo Sindasp (Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo) por melhorias nas condições de trabalho, segurança, aumento no efetivo, cancelamento de processos administrativos disciplinares e o cumprimento do acordo entre a SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) e o Sindasp, que prevê a criação de um bônus.

Ameaças.

Segundo o presidente do sindicato, Daniel Grandolfo, os agentes da região voltaram atrás após novas ameaças de processos. "A maioria das unidades não chegou a entrar em greve no Vale do Paraíba porque o governo mandou abrir novos processos para todos que participassem da greve. Mas no Estado, a maioria continua."

A SAP informou que até a noite de hoje, 29 unidades prisionais, do total de 163, estavam em greve.


fonte: O Vale
créditos: Michelle Mendes
foto: Alan Collet







 

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Governo ameaça agentes em greve com processos administrativos e sindicato convoca manifestações na SAP e no Palácio dos Bandeirantes


 Ao invés de abrir negociação com os agentes de segurança penitenciária (ASP) em greve desde o último dia 20, por meio da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), o governo determinou que os coordenadores e diretores das unidades prisionais anotem os nomes dos servidores grevistas para, posteriormente, abrir Processos Administrativos Disciplinares (PADs).

De acordo com o presidente do Sindasp-SP, Daniel Grandolfo, “além dos 32 que já respondem PAD por terem participado da greve do ano passado, agora mais 80 nomes de agentes penitenciários foram anotados para instaurar novos processos”, disse.

Durante discurso em frente ao Complexo Penitenciário de Pinheiros, em São Paulo, na manhã desta quinta-feira (23), quarto dia de greve, Grandolfo destacou que, se os servidores não se mobilizarem esse ano o governo não vai dar nada, referindo às reivindicações, “e além de não ter nada, vai ter punição, exoneração”, disse o presidente.

“Essa é a postura do governo, vai punir quem estiver reivindicando seus direitos. Nós temos o direito de cruzar os braços, temos o direito de fazer greve, não podemos aceitar essas ameaças”, declarou Grandolfo repudiando a atitude do governo em abrir processos administrativos para exonerar os agentes penitenciários. “O governo faz ameaça, faz terrorismo, ele pune quem reivindica os seus direitos, ao invés de chamar a categoria para negociar”, finalizou Grandolfo.

Convocação para manifestação quarta-feira em SP

O Sindasp-SP convoca a categoria para duas manifestações na próxima quarta-feira (29) em São Paulo. A primeira manifestação acontece em frente à Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), às 10h, e a segunda no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo, às 15h. Inicialmente quatro ônibus já estão disponibilizados para os agentes penitenciários que quiserem ir a São Paulo para o manifesto.

Os ônibus sairão das sedes de Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto e Taubaté. Os interessados devem manter contato com os Diretores Administrativos Regionais ou procurar uma das sedes do sindicato.


fonte: SINDASP-SP 
créditos: Carlos Vítolo - Jornalista / Assessor de Imprensa do Sindasp-SP

Alckmin afirma que greve dos agentes penitenciários é abusiva

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta quinta-feira, 23, que vai pedir à Justiça a decretação da ilegalidade da greve dos agentes penitenciários do Estado. Segundo ele, a paralisação é abusiva. "É inadmissível proibir a entrada de presos nos CDPs como vem acontecendo", disse, em Louveira, interior de São Paulo. O governador afirmou que o Palácio dos Bandeirantes sempre esteve e está aberto ao diálogo com a categoria.

A greve dos agentes começou no fim de semana e afeta o funcionamento de 70% das unidades, segundo o Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo (Sindasp). De acordo com o sindicato, o governo não cumpriu um acordo pelo arquivamento de processos contra agentes que participaram da greve de 2014. Para Alckmin, esse acordo não existiu. "Eles querem que seja encerrado o processo administrativo contra alguns funcionários, líderes do movimento que fizeram atos abusivos. Isso não será feito", afirmou o governador. "Nós já pedimos à Justiça a decretação da ilegalidade da greve."

Conforme a assessoria, Alckmin se referia ao fato de já ter feito o pedido à Procuradoria Geral do Estado de São Paulo (PGE), que deve protocolar a medida na Justiça na sexta-feira, 24.

O presidente do Sindasp, Daniel Grandolfo, disse que a greve não é abusiva. "Estamos mantendo os agentes e seus postos e as unidades seguras. Que categoria que faz isso? Temos responsabilidade", afirmou. Segundo ele, a decisão do governador de pedir a ilegalidade da greve revela a postura do governo de não dialogar. "Nós temos o direito de fazer greve e não vamos nos intimidar com essas ameaças. O governo pune quem reivindica seus direitos ao invés de negociar."

Grevistas sofrerão processos administrativos

Grandolfo disse que os coordenadores das unidades prisionais estão anotando os nomes dos grevistas para abrir novos processos administrativos. "Agora, além dos 32, tem mais 80 nomes na lista. Vamos brigar também por esses 80. Quero ver se eles vão ter a coragem de punir os 30 mil agentes." O Sindasp contabilizava nesta quinta-feira 114 unidades prisionais paralisadas total ou parcialmente e 24,5 mil agentes de braços cruzados.

A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que, nesta quinta-feira, apenas 10 das 163 unidades ainda estão com atividades parcialmente paralisadas por conta da greve dos agentes penitenciários. "A cada dia que passa, mais funcionários estão percebendo que o melhor caminho é o diálogo, mantido de maneira permanente por esta Secretaria", informou a SAP.



fonte: Uol Notícias 

 

Procuradoria Geral de SP irá à Justiça contra greve de agentes penitenciários


A Procuradoria Geral do Estado de São Paulo (PGE) vai à Justiça, até sexta-feira (24), para pedir que a greve dos agentes penitenciários seja declarada ilegal. Durante visita a cidade de Louveira (SP) nesta quinta (23), o governador Geraldo Alckmin (PSDB) classificou a paralisação de "abusiva" porque, segundo ele, o Palácio dos Bandeirantes está aberto ao diálogo com a categoria.

A paralisação começou na segunda-feira (20) e afeta o funcionamento de presídios em SP. Segundo o Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo (Sindasp), o governo não cumpriu o acordo de arquivar processos administrativos dos funcionários que participaram da greve no ano passado e, por isso, os trabalhadores cruzaram os braços.

"Eles querem que encerrem o processo administrativo contra alguns funcionários, líderes do movimento que fizeram atos abusivos. Isso nao será feito", disse Alckmin. "Nós já pedimos na Justiça a declaração da sua ilegalidade", completou o governador, em referência à greve. Segundo a assessoria de imprensa da PGE, o pedido citado pelo tucano será feito até o fim desta quinta ou na sexta-feira.

Outras reinvidicações

De acordo com o Sindasp, 32 servidores, dos Centros de Detenção Provisória (CDPs) de Franca e Jundiaí, além da Penitenciária de Iperó, sofrem punições e correm o risco de serem exonerados.

A entidade também cobra a criação do Bônus de Resultado Penitenciário (BRP) porque, segundo a categoria, houve acordo e a bonificação deveria ser concedida anualmente aos trabalhadores.

Em relação as reinvidicações feitas durante a greve no ano passado, Alckmin disse que "foram atendidas". "O que nao pode ser atendido e não será atendido é o processo administrativo contra quem atentou contra patrimonio publico do estado", disse o governador.
 
Números da greve

De acordo com o Sindasp, na quarta-feira (22), das 163 unidades prisionais, 114 estavam paralisadas. Além disso, 24,5 mil dos cerca de 35 mil agentes penitenciários estavam parados.

Já a Secretaria da Administração Penitenciária citou que 29 das 163 unidades prisionais do Estado estavam com as atividades parcialmente paralisadas na quarta-feira.



fonte: G1

Agentes penitenciários de Itirapina, SP, encerram greve e voltam ao trabalho



Agentes penitenciários da unidade 2 de Itirapina encerraram a greve e voltaram ao trabalho na manhã desta quinta-feira (23). A regional do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária de SP (Sindasp) informou que a decisão foi tomada pelos próprios funcionários após conversa com a diretoria do presídio.

O G1 tentou contato com o sindicato para falar sobre o motivo do fim da paralisação, mas não conseguiu até a publicação.

Os agentes entraram em greve na última segunda-feira (20), diferentemente da unidade 1, que manteve as atividades. Os funcionários reivindicavam mais segurança no ambiente de trabalho, além do cumprimento de promessas feitas na greve de 2014.

Em Casa Branca, os funcionários continuam parados desde segunda, de acordo com o sindicato. Já em Araraquara não houve paralisação.



fonte: G1

Polícia avalia áudio que revela agente penitenciário forjando confronto


A Polícia Civil de Ribeirão Preto (SP) informou na tarde desta quinta-feira (23) que avalia a existência de crime no conteúdo de um áudio enviado por WhatsApp em que agentes penitenciários em greve tentam simular um confronto com policiais militares.

Na gravação, o presidente do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo (Sindasp-SP), Daniel Grandolfo, orienta um grevista do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pontal (SP) a gravar as imagens do falso confronto e divulgá-las para a imprensa, na tentativa de aumentar a adesão ao movimento.

Ao G1, Grandolfo confirmou a autoria da conversa, mas negou que tenha incitado qualquer ato forjado.

O áudio foi obtido com exclusividade pela rádio CBN Ribeirão e também foi enviado à Secretaria de Segurança Pública (SSP). Em nota, a pasta informou que a Polícia Civil ainda “verifica se houve cometimento de crime” e que a Polícia Militar esclareceu que “não compactua com ações ilegais e lamenta que tenha sido envolvida no episódio”.

Já a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) informou que repudia a atitude do presidente do Sindasp-SP, mas não comentou se serão tomadas medidas contra o agente penitenciário. “Repudia a encenação arquitetada pelo senhor Daniel Grandolfo. O áudio revolta a todos pelo cinismo e destoa do legítimo movimento sindical com o qual a SAP sempre dispôs-se a negociar”, afirmou por e-mail.

Gravação

No áudio enviado por WhatsApp, Grandolfo orienta um agente penitenciário a simular um confronto com a PM, gravar as imagens do falso confronto e divulgá-las para a imprensa, na tentativa de que o movimento grevista conquistasse mais adeptos. O presidente do Sindicato diz ainda que os servidores devem combinar previamente a abordagem com os policiais miliares.

"Vocês fazem a cena do louco, troca (sic) ideia antes com os PMs, se os PMs forem invadir mesmo, troca ideia com eles. Faz a cena, vê se consegue chamar a imprensa, ou alguém para filmar com celular. Alguma coisa desse tipo, faz uma cena. Fala para os PMs empurrar (sic) os guardas, fazer um bagulho meio louco", diz Grandolfo em trecho da gravação.

O presidente do Sindasp-SP também reforça a necessidade de que agressão forjada seja filmada e divulgada para a imprensa, com o intuito de que a greve ganhe mais visibilidade e conquiste adeptos.

"É esse tipo de imagem que vai revoltar a categoria e vai conseguir a adesão de mais gente. Fica um dos cara (sic) de fora e o outro dá a cara lá na frente dos PMs, pede para o PM segurar ele, algemar, sei lá eu. Fazer alguma coisa contra o guarda, entendeu? E já era. A gente bota o cara de herói aí e distribui em todos os lugares. É isso aí que faz o movimento crescer", consta em trecho da gravação.

'Conversa informal'

Ao G1, Grandolfo confirma a autoria do áudio, mas nega que tenha incitado qualquer simulação de agressão entre os grevistas e a Polícia Militar. Grandolfo afirmou que a gravação se trata se uma conversa informal e alegou que se equivocou com as palavras utilizadas.

"Não existe enfrentamento forjado entre a PM e os agentes penitenciários, jamais. Todo mundo sabe que não tem forjamento com a PM. A ordem é essa: se a polícia chegar, fiquem na frente, filmem as arbitrariedades que vão acontecer, para mostrar para a categoria o que realmente está acontecendo, o que estamos sofrendo", diz.
 
Greve

Parados desde segunda-feira (20), os agentes penitenciários do estado reivindicam mais segurança para a categoria, por conta do atentado que matou um funcionário no último dia 16 em Campinas (SP). Das 163 unidades prisionais paulistas, 60% aderiram ao movimento, segundo a assessoria do Sindasp.

A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) informou, no entanto, que apenas 16 das 163 unidades prisionais do estado aderiram à greve e, mesmo assim, mais da metade delas (10) estão funcionando normalmente, tendo apenas a entrada bloqueada por alguns grevistas.


fonte: G1




Áudio revela agente penitenciário orientando falso confronto com a PM


Um áudio supostamente enviado por WhatsApp revela uma conversa em que o presidente do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo (Sindasp-SP), Daniel Grandolfo, incentiva uma simulação de confronto entre policiais militares e agentes penitenciários em greve no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pontal (SP). O material foi obtido com exclusividade pela rádio CBN Ribeirão. Procurado pelo G1, Grandolfo confirma a autoria da conversa, mas nega que tenha incitado qualquer ato forjado.

Na gravação, Grandolfo orienta um agente penitenciário a simular um confronto com a PM, gravar as imagens do falso confronto e divulgá-las para a imprensa, na tentativa de que o movimento grevista conquistasse mais adeptos. O presidente do Sindicato diz ainda que os servidores devem combinar previamente a abordagem com os policiais miliares.

"Vocês fazem a cena do louco, troca (sic) ideia antes com os PMs, se os PMs forem invadir mesmo, troca ideia com eles. Faz a cena, vê se consegue chamar a imprensa, ou alguém para filmar com celular. Alguma coisa desse tipo, faz uma cena. Fala para os PMs empurrar (sic) os guardas, fazer um bagulho meio louco", diz Grandolfo em trecho da gravação."

Procurado pelo G1, o presidente do Sindasp confirma a autoria do áudio, mas nega que tenha incitado qualquer simulação de agressão entre os grevistas e a Polícia Militar. Grandolfo afirmou que a gravação se trata se uma conversa informal e alegou que se equivocou com as palavras utilizadas.

"Não existe enfrentamento forjado entre a PM e os agentes penitenciários, jamais. Todo mundo sabe que não tem forjamento com a PM. A ordem é essa: se a polícia chegar, fiquem na frente, filmem as arbitrariedades que vão acontecer, para mostrar para a categoria o que realmente está acontecendo, o que estamos sofrendo", diz.

A Polícia Militar informou, em nota, que precisa ter acesso ao áudio para só então se manifestar sobre o assunto.

Dilvulgação

Na conversa com o agente penitenciário de Pontal, Grandolfo reforça a necessidade de que agressão forjada seja filmada e divulgada para a imprensa, com o intuito de que a greve ganhe mais visibilidade e conquiste adeptos.

"É esse tipo de imagem que vai revoltar a categoria e vai conseguir a adesão de mais gente. Fica um dos cara (sic) de fora e o outro dá a cara lá na frente dos PMs, pede para o PM segurar ele, algemar, sei lá eu. Fazer alguma coisa contra o guarda, entendeu? E já era. A gente bota o cara de herói aí e distribui em todos os lugares. É isso aí que faz o movimento crescer", consta em trecho da gravação.

fonte: G1

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Com puxadinhos, cadeias do Vale ganham 2.000 vagas


Sem a construção de nenhuma nova unidade, capacidade do sistema prisional passa de 8.415 para 10.499 vagas
Com ‘puxadinhos’, o Estado criou mais de 2.000 vagas no sistema prisional da RMVale em um ano, sem a construção de presídios. Em julho de 2014, as 12 unidades tinham capacidade para abrigar 8.415 presos e agora comportam 10.499, aumento de 2.084 ou 24,76%. No início de 2014, o número era menor: 6.655.

Segundo agentes, a ampliação é realizada por meio da criação de novas alas ou da reforma de celas e pavilhões, com o objetivo de ‘maquiar’ a superlotação e também como alternativa à construção de penitenciárias, evitando desgaste político.

No cinturão prisional de Taubaté e Tremembé, foram criadas 1.880 novas vagas em um ano. Nas prisões do Vale, as celas e pavilhões foram reduzidos para que outros fossem construídos, beliches foram trocados por triliches e foram criadas alas de progressão penitenciárias para presos que estão no regime semiaberto. Atualmente, são 14.892 detentos em 12 unidades, número maior do que a população de 19 municípios.

“É um puxadinho. O Estado fez reformas para caber mais presos nas celas. Além de começar a contar como vaga a enfermaria e outras áreas de passagem, provisórias”, afirmou o presidente da Aspesp (Associação dos Servidores Penitenciários do Estado de São Paulo), Jenis de Andrade, agente há 21 anos.
 
Outro lado. Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária disse o sistema paulista ganhou 932 presos por mês desde janeiro de 2011. Disse que mantém programa de expansão e modernização e amplia vagas no semiaberto.


fonte: Gazeta de Taubaté

Complexo Campinas-Hortolândia opera 91% acima da capacidade



As penitenciárias do Complexo Campinas-Hortolândia estão operando 91,6% acima da capacidade máxima. De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), são 5.003 vagas, mas até esta terça-feira (21) eram 9.586 presos divididos em cinco unidades.

Os dados da SAP evidenciam que a superlotação não acontece só na região, mas em todo o estado de São Paulo, que tem o maior complexo penitenciário do país. Nos primeiros quatro meses do ano, entraram para o sistema carcerário paulista 9.444 novos presos por mês.
Essa é a maior média dos últimos cinco anos. Segundo a secretaria, seria preciso construir um presídio por mês para abrigar todos os detentos.

Segurança em risco

A superlotação coloca em risco à segurança dos funcionários das unidades prisionais. A falta de estrutura é um dos motivos para a greve dos agentes penitenciários.

Com os agentes parados, de acordo com o diretor regional do sindicato dos agentes penitenciários, Carlos Rufino, novos presos não entram, só os serviços considerados essenciais são mantidos. "Só alvará de soltura, emergências médicas e banho de sol" afirma.

Os agentes penitenciários querem o fim de processos administrativos contra quem participou da greve do ano passado, bônus equivalente a um 14º salário por ano, além de mais segurança.

Nas últimas duas semanas, dois agentes do Complexo Penitenciário Campinas-Hortolândia foram alvo de atentados. Os dois foram baleados, um deles ficou ferido em estado grave e o outro morreu. "Até agora a gente não sabe o que tá levando a esses atentados", afirma o diretor.

Dividindo colchão

Uma mulher, que prefere não ser identificada, é casada com um preso. Ela faz visitas semanais ao marido no complexo. "Tá lotado. Tem capacidade pra 12 e estão em 33. Dormem no mesmo colchão. Um com cabeça pra cima e outro com a cabeça pra baixo. E os que ficam sem a cama dormem no chão", afirma.

Em nota, a SAP disse que os números já mostram que de fato há superlotação e que o levantamento dos primeiros quatro meses foi feito com o número de detentos que passaram pelos presídios, independentemente do tempo que permaneceram presos.

Sobre as investigações e a greve dos agentes penitenciários, a SAP não respondeu. Já o sindicato afirmou que o governo ainda não apresentou nenhuma proposta.


fonte: G1



terça-feira, 21 de julho de 2015

Com impedimento de 'bondes', greve dos agentes entra no segundo dia

Os Agentes de Segurança Penitenciária (ASP) entraram no segundo dia de greve nesta terça-feira (21) em frente a unidades prisionais da região e de todo o Estado de São Paulo. 



A paralisação teve início a partir da 0h desta segunda-feira (20) e é uma retomada da greve geral de março de 2014, já que o governo não cumpriu por completo o acordo firmado no Palácio dos Bandeirantes naquela oportunidade, conforme o Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária (Sindasp).

Conforme o Sindasp, na manhã desta terça-feira (21) agentes que estavam reunidos em frente a unidade de Martinópolis impediram a entrada de oito veículos que transportavam presos, também chamados de bondes, que vinham de outras penitenciárias da região. Segundo o sindicato, esses veículos não entraram na unidade e seguiram até a base da Polícia Rodoviária de Assis, onde os presos foram colocados em ônibus que seguiram com destino a São Paulo, possivelmente para o Centro de Detenção Provisória de Pinheiros.

Segundo o sindicato, no primeiro dia de paralisação, das 163 unidades prisionais, 106 paralisaram as atividades e, dos 35 mil servidores, 22.750 mil aderiram ao movimento, o que totaliza 65%.

O agente e também diretor do Sindasp Alex Brandão, que trabalha na unidade de Montalvão, diz que os agentes permanecem em frente a penitenciária e que o número de adesão ao movimento deve crescer neste segundo dia de paralisação. Conforme outro agente e também diretor da instituição, Cícero Selix, que trabalha em Presidente Bernardes, no primeiro dia da paralisação não houve uma adesão total na unidade em que trabalha, porém, a expectativa é que para esta terça-feira o número aumente.

Segundo os diretores, os funcionários estão em frente a unidades da região e de todo o estado com faixas e cartazes aguardando um posicionamento do governo para negociação. A greve foi decretada após a realização de 23 assembléias gerais convocadas pelo Sindasp e segundo a decisão das reunioões, a greve somente será suspensa se o governo arquivar todos os Processos Administrativos Disciplinares (PADs) e apresentar uma definição sobre a concessão do Bônus de Resultado Penitenciário (BRP) anual.

Conforme o sindicato, um acordo, registrado em ata, destacava que o governo deveria arquivar todos os PADs contra os agentes penitenciários que participaram da paralisação de 2014. O documento também apontava que seria criado o BRP, a ser concedido anualmente aos servidores. Após um ano e quatro meses do acordo firmado, 32 agentes penitenciários ainda são vítimas de processo administrativo e correm o risco de serem exonerados. Além disso, a categoria não recebeu nenhuma proposta concreta de criação do bônus, ainda segundo o Sindasp.

A categoria também pede que o governo conceda os índices inflacionários na pauta reivindicações 2015, em torno de 7%, e cobra do estado uma postura sobre a superlotação nas unidades prisionais.
 
SAP
 
Por meio de nota enviada nesta segunda-feira (20), a Secretaria de Administração Penitenciária informou que o presidente do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo (Sindasp) comunicou aos dirigentes de algumas unidades penais que sua instituição realizaria movimento grevista, sob a alegação de que a SAP não teria cancelado os processos administrativos disciplinares instaurados para a apuração de fatos ocorridos nos Centros de Detenção Provisória (CDP) de Franca e Jundiaí e na Penitenciária de Iperó.

Ainda foi dito pela secretaria que "o citado presidente não deixou a questão bem clara para seus associados e para os servidores do sistema penitenciário, levando a eles informações que não correspondem com a realidade, pois esse compromisso jamais foi assumido".

A SAP também alegou que sobre a adesão à greve, apenas 16 das 163 unidades prisionais do Estado aderiram ao  movimento e, mesmo assim, mais da metade delas, dez penitenciárias, estão funcionando normalmente, tendo apenas  a entrada bloqueada por alguns grevistas.

Nesta terça-feira, o G1 entrou em contato com a secretaria e foi informado que "nesta manhã  um comboio de veículos de transporte de presos foi impedido de entrar na Penitenciária 'Tacyan Menezes de Lucena' de Martinópolis por um grupo de servidores que fazem parte do turno de folga, representantes do Sindasp e um veículo da força sindical".

E que o carro foi posicionado na área externa da subportaria, "impedindo que o transporte de presos entrasse na unidade. O comboio vindo de Presidente Venceslau seguiu viagem para os Centros de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, em São Paulo".

A SAP ressaltou que "está sendo instaurado procedimento apuratório, para apuração dos fatos e responsabilização dos responsáveis".


fonte: G1 
 

Agentes Penitenciários de cidades da região aderem à paralisação estadual



Agentes penitenciários da unidade P2 de Itirapina e também de Casa Branca (SP) aderiram à paralisação estadual nesta segunda-feira (20), segundo o diretor regional do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária de SP (Sindasp), José Carlos dos Santos Ernesto. Os funcionários reivindicam mais segurança no ambiente de trabalho, além do cumprimento de promessas feitas na greve de 2014.

Segundo o Sindasp, a P2 tem 180 funcionários e ao menos 150 estão parados. Na P1, entretanto, os funcionários trabalham normalmente. Em Casa Branca, 165 trabalhadores aderiram à greve, informou o sindicato. Em Araraquara, não há paralisação, afirma o sindicato.

A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) informou, contudo, que as unidades prisionais das três cidades funcionam normalmente.

O diretor do Sindasp afirmou que o foco da greve é o governo do estado. “Em momento algum vamos barrar a visita aos presos, ela irá transcorrer normalmente nos fins de semana”, disse.

De acordo com o sindicado serão parados apenas os serviços de controle de horários de presos e entrada e saída de viaturas rotineiras. Os serviços de emergência serão mantidos.
 
Acordo
 
A direção regional do Sindasp explicou que a paralisação ocorre no Estado devido ao não cumprimento por parte do governo de um acordo firmado no ano passado com a categoria que reivindica o pagamento de bônus salarial, a retirada de processos disciplinares contra agentes e a reposição de 7% da inflação.

O movimento é uma retomada da greve geral de 2014, realizada entre os dias 10 e 26 de março. Conforme ficou acordado, e registrado em ata, o governo deveria ter arquivado todos os Processos Administrativos Disciplinares (PADs) contra os agentes penitenciários que participaram daquela paralisação e criado o Bônus de Resultado Penitenciário (BRP), a ser concedido anualmente aos servidores.

No entanto, após um ano e quatro meses do acordo firmado no Palácio dos Bandeirantes, 32 agentes penitenciários ainda são vítimas de processo administrativo e correm o risco de serem exonerados. A categoria também não recebeu nenhuma proposta concreta de criação do bônus, informa o Sindasp.


fonte: G1 
 


segunda-feira, 20 de julho de 2015

Cerca de 4 mil agentes penitenciários paralisam serviços na região


No Oeste Paulista a greve dos Agentes de Segurança Penitenciária (ASP) que teve início nesta segunda-feira (20) tem cerca de 4 mil funcionários parados de um total de 6 mil que trabalham nas unidades. As informações são do Sindicato dos Agentes de Segurança (Sindasp) que coordena a categoria.

Na região de Presidente Prudente aderiram a greve agentes que trabalham nas unidades de Montalvão, Presidente Venceslau, Caiuá, Dracena, Irapuru, Pacaembu, Presidente Bernardes e Martinópolis, segundo o sindicato. Conforme a instituição, a greve é por tempo indeterminado até que o governo se proponha a negociar com os agentes.

Conforme o sindicato, no estado são cerca de 21 mil funcionários paralisados distribuídos em 163 unidades prisionais. Do total geral das penitenciárias no estado, 98 estão com os serviços dos agentes paralisados.

Com relação aos serviços nas unidades, não está funcionando fórum e juri, atendimento a advogados, oficiais de justiça, psicólogos e assistente sociais, transferências normais, trabalho desenvolvido dentro dos pavilhões por empresas externas e o recebimento de presos de cadeias públicas e plantões policiais, segundo o sindicato.

Já o banho de sol dos detentos, atendimento de saúde, alvarás de solturas, transferências para Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) e cela disciplinar e os serviços de alimentação funcionam normalmente, conforme o Sindasp.

O G1 entrou em contato com a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) para dar um posicionamento sobre o assunto, mas até o momento dessa publicação não obteve resposta.



fonte: G1